Sem-teto voltam a construir barracas em terreno desocupado em SP

Por G1

 

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Após uma desocupação que terminou em conflito na terça-feira (28), sem-teto voltaram a construir barracas em um terreno que fica no limite entre Diadema, no ABC, e São Paulo. A ocupação fica na região da Mata Virgem, na Zona Sul, que é uma área de proteção ambiental permanente, de acordo com a Prefeitura de São Paulo.

Durante a madrugada desta quarta-feira (29), os antigos ocupantes usaram madeiras dos barracos derrubados na manhã interior para reconstruir as moradias na área de risco que fica na Avenida Alda. A área pertence à Prefeitura de São Paulo.

A administração municipal disse que a Subprefeitura de Cidade Ademar está no local nesta quarta para fazer uma nova ação para a retirada das barracas do terrreno, que está em uma área de alto risco. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) acompanha os agentes públicos. O SPTV informou, no entanto, que apesar da presença dos agentes, os sem-teto continuavam a montar barracas. A situação era tranquila no início da tarde.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, no terreno foram construídos apenas barracas que serviriam para a demarcação de uma futura invasão. Não há moradores. A administração municipal explica que a desocupação, no entanto, não se tratou de uma reintegração de posse já que não havia determinação judicial. A Polícia Militar foi chamada na terça-feira para garantir a integridade dos funcionários e para que não houvesse abusos.

Durante a ação, os ocupantes resistiram e houve conflito. Policiais chegaram a jogar bombas de gás para afastar moradores que reagiam com pedradas contra os funcionários. Um grupo montou e ateou fogo em barricadas.

Desabamento

Neste terreno, um desabamento em 2011 matou uma criança de 3 anos e uma adolescente grávida de 17 anos. O espaço foi desocupado, mas não estava isolado. Cerca de 150 famílias voltaram a ocupá-lo na semana passada. As famílias dizem que não têm para onde ir. “A gente está aqui, porque precisa”, disse o desempregado Wilson Cruz.

A Prefeitura afirmou que vai enviar equipes de assistência social e da Defesa Civil para conversar com as famílias que reconstruíram as casas. De acordo com o órgão, cerca de mil famílias começaram a ser removidas em 2008. Desse número, 179 foram contempladas com unidade habitacional definitiva e 520 famílias estão em auxílio aluguel. As demais receberam indenização do imóvel pela Prefeitura.

Na terça-feira, representantes da Subprefeitura de Cidade Ademar já tinham oferecido às famílias o cadastro em programas de habitação. A administração municipal pretende reurbanizar a área e construir um parque.

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