Jardim da União Bloqueia a Avenida Paulista contra o Império das Empreiteiras (SP)

(Divulgação | Original por Rede Extremo Sul)

O POVO UNIDO E ORGANIZADO NÃO PRECISA DE EMPREITEIRAS!!!

Um conjunto de movimentos sociais realiza hoje (quinta-feira, 8/5/14) uma série de protestos contra a especulação imobiliária e o domínio das políticas habitacionais pelas grandes empreiteiras.

Membros do Jardim da União fazem uma marcha na Avenida Paulista, e se manifestam em frente à sede da empreiteira HE Engenharia, da Superintendência Regional da Caixa, e do Gabinete Regional da Presidência da República.

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A chamada “política habitacional” está sob o controle de um pequeno grupo de grandes empreiteiras, ou seja, é pautada pela busca desenfreada por lucros.

Quando se trata da construção de habitações populares, o resultado não poderia ser diferente: em geral são usados os piores terrenos, onde são criadas verdadeiras favelas verticalizadas, com apartamentos minúsculos, construídos com materiais de pior qualidade, utilizando mão de obra precarizada e até mesmo trabalho escravo. Assim, os interesses das empreiteiras entram em conflito direto com os interesses da população trabalhadora, tantas vezes despejada e expulsa para regiões mais afastadas e sem infraestrutura, por governos submissos aos desmandos da especulação imobiliária.

Os despejos em massa e a explosão dos preços da terra e dos aluguéis no extremo sul de São Paulo esteve na origem de uma onda de ocupações no distrito do Grajaú, em meados de 2013.

Em resposta às ocupações, foi prometida a construção de milhares de moradias populares, porém, para tanto, a Prefeitura irá entregar gratuitamente os terrenos públicos às empreiteiras, por meio do Fundo de Arrendamento Residencial, e promete um enorme adensamento populacional, o que produzirá problemas gravíssimos em uma região extremamente precária em termos de equipamentos públicos, sistema de transporte etc. Além disso, ninguém sabe quem irá habitar essas moradias. Onde está a lista dos futuros moradores? E onde estão os projetos dessas moradias? Onde está a chamada “participação popular” nesses projetos?

Por outro lado, um governo que se diz representante dos trabalhadores, promete disponibilizar aos movimentos sociais em nossa região apenas um terreno, para a construção de 300 moradias. Cabe lembrar que o Grajaú é o distrito mais populoso da cidade de São Paulo, que abriga quase um milhão de pessoas, e onde a questão habitacional é gravíssima.

Não abriremos mão da autogestão dos projetos habitacionais, e exigimos que os governos municipal e estadual disponibilizem terras públicas para que a população organizada construa suas moradias, garantindo sua qualidade, bem como a criação de equipamentos públicos e a preservação ambiental.

O POVO UNIDO E ORGANIZADO NÃO PRECISA DE EMPREITEIRAS!

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