PM devasta as 3 ocupações do bairro Morrinhos (SP)

(Divulgação | Original no CMI)

Conforme esperado, o efeito cascata dos ataques do Estado aos sem-teto em Guarujá, após desmanchar o foco principal da onda de ocupações na cidade, agora caiu sobre o bairro de Morrinhos. Neste bairro havia 3 ocupações, uma verdadeira fortaleza da luta por moradia em Guarujá-SP.Usando novamente o elemento surpresa, as forças repressivas atacaram nesta segunda (9) e não na terça (10), como originalmente anunciaram em conjunto com a imprensa.Barracos foram desfeitos e alguns foram queimados

Barracos foram desfeitos e alguns foram queimados

A situação é tensa em toda a cidade, um grande afluxo de tropas policiais cercou o bairro desde a madrugada.Ao raiar do sol, invadiram o perímetro das ocupações, com um efetivo da Cavalaria, Força Tática e Choque.Equipes da Guarda Municipal, especializada em golpear mendigos e atacar festas de adolescentes também foram mobilizadas.

Os moradores foram ameaçados e intimidados (“orientados” na linguagem espúria do jornal “A Tribuna”) a sair do local. A prefeitura cedeu um caminhão para amontoar sem qualquer critério as poucas coisas dos moradores com o máximo de dano.Enquanto os moradores saíam, as viaturas e efetivos policiais faziam incursões nas imediações e áreas vizinhas, certamente procurando motivo para iniciar algum confronto ou situação de maior seriedade.

Alguns barracos foram queimados na saída dos moradores, segundo a imprensa teriam sido queimados “pelos próprios ocupantes do imóvel”, mas a disposição da polícia em provocar esse tipo de ação já foi testemunhada na Vila CAIC (Cubatão) e há quase uma semana no Cantagalo (também em Guarujá).

As áreas estão novamente livres para a prefeitura doá-las aos magnatas da especulação imobiliária e ao setor turístico. Como presente para o restante da população e com o objetivo de aumentar a inflação dos alugueis, a prefeita Antonieta (PMDB/PT) anunciou aumento de 6% no IPTU para 2014.Esta cifra está acima da inflação do ano de 2013. Outra consequência da invasão policial foi o corte na rede de telefonia celular da cidade durante grande parte do período da tarde, provavelmente para impedir contatos entre as ocupações.

Quem precisou usar celular antes das 17horas ficou na mão.Depois de destruir as ocupações, as forças do Estado correram para outros bairros (especialmente para o distrito, Vicente de Carvalho), onde estão em grande número nas ruas em atitude de provocação e intimidação nas periferias, segundo os últimos informes.

Seguindo o exemplo da Vila CAIC e de Cantagalo, os moradores não resistiram.

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