Calúnias na imprensa sobre a Ocupação Tijolinho Vermelho (PB)

(Divulgação | Original por Terra Livre)

Carta à Sociedade e à Imprensa Paraibana

As 200 famílias moradoras da Ocupação Tijolinho Vermelho, antigo Hotel Tropicana, se dirige à sociedade para informar e repudiar sobre notícias e comentários feitos por alguns órgãos da imprensa paraibana sobre esta ocupação, especialmente o jornalista Fábio Araújo, da Tv Tambau, e Anacleto Reinaldo, da Rádio Arapuan.

No dia 22 de outubro, ocorreu um homicídio de um jovem no local, ele não era morador da ocupação e poucos o conheciam, como foi amplamente divulgado pela imprensa. Todo o ocorrido foi rapidamente notificado à Polícia Militar que chegou em poucos minutos ao local. Logo, a Polícia Civil também chegou ao local, colhendo evidências, e a Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (GEMOL) removeu o corpo.

Entretanto, alguns jornalistas, como os acima citados, resolveram aproveitar o caso para caluniar as 200 famílias, afirmando na televisão e no rádio que o local é uma “boca de fumo” ou que “no prédio só tem bandidos”. Ora, eles sabiam dos fatos e mesmo assim resolveram intencionalmente nos caluniar.

A Ocupação Tijolinho Vermelho tem o objetivo de conquistar a moradia para essas 200 famílias, tem uma coordenação eleita por elas, tem assembleias todas as semanas para se discutir os problemas do prédio (inclusive foi a assembleia do dia 23 que decidiu redigir a presente carta) e é organizada dentro de um movimento nacional que, entre outras coisas, luta por moradia, o Terra Livre – movimento popular campo e cidade (terralivre.org). A resolução deste problema social já foi deliberada ou discutida pelo Ministério Público Federal, Secretaria de Patrimônio da União e Ministério das Cidades, entre outros órgãos públicos.

O movimento conhece muito bem os expedientes deste tipo de jornalista, preocupado em criminalizar os pobres e comprometido com os setores mais poderosos e conservadores da Paraíba, divulgando sensos comuns sobre a violência, criados para a manutenção da repressão social.

As 200 famílias honestas que vivem há seis meses no Tijolinho Vermelho (o que inclui três crianças nascidas no local) exigem uma retratação pública dos dois jornalistas acima citados e reafirma o objetivo máximo da ocupação: garantir moradia digna das famílias e um futuro para nossos filhos.

João Pessoa, 26 de outubro de 2013

Coordenação Tijolinho Vermelho

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