Grandes atos “Copa Pra Quem?” tomarão cidades no próximo sábado! (RJ) (SP)

30/6 – TODOS AO RJ – ATO NACIONAL NA FINAL DA COPA DAS CONFEDERAÇÕES

MANIFESTAÇÃO PELA REIVINDICAÇÃO DE DIREITOS

Caminhada da Saens Peña até o Maracanã, com encerramento na Praça Afonso Pena
Data e hora: Domingo, 30 de junho de 2013
Horário: concentração a partir das 10h

MANIFESTAÇÃO PELA REIVINDICAÇÃO DE DIREITOS

Caminhada da Saens Peña até o Maracanã, com encerramento na Praça Afonso Pena
Data e hora: Domingo, 30 de junho de 2013
Horário: concentração a partir das 10h

A NOSSA PAUTA É:

– PELA IMEDIATA ANULAÇÃO DA PRIVATIZAÇÃO DO MARACANÃ!

– Com isso, a reabertura do Parque Aquático Julio Delamare, reconstrução da pista do Estádio de Atletismo Célio de Barros, manutenção da Escola Friedenreich e devolução da Aldeia Maracanã para os indígenas! Por um Maracanã público e popular!

– PELO FIM DAS REMOÇÕES E DESPEJOS DE COMUNIDADES EM NOME DA COPA E OLIMPÍADAS! URBANIZAÇÃO JÁ!

– Pela permanência e urbanização da Vila Autódromo e a regularização fundiária do Horto e de todas as comunidades do Rio de Janeiro

– Dinheiro da Copa para Saúde e Educação. Contra a privatização da Saúde e da Educação
– Gestão democrática das cidades: construção de espaços efetivos de deliberação popular
– Passe livre. Por um transporte público que garanta o direito à mobilidade na cidade
– Não à repressão policial e ao uso de armas letais e menos letais! Pela desmilitarização da polícia
– Contra a criminalização dos movimentos sociais. Anistia aos presos nos atos contra os aumentos das passagens
– Democratização dos meios de comunicação
– Pelo direito ao trabalho e contra a repressão aos camelôs
– Contra a elitização do futebol. Por setores populares no estádio
– Contra a internação compulsória da população em situação de rua

IMPORTANTE: O caráter deste ato é pacífico. Afirmamos que é dever do Governo Estadual garantir o direito constitucional de ir às ruas protestar. Defendemos o direito de manifestação de todos. Acreditamos que temos que unir bandeiras, e não rasgá-las.

Na sexta-feira, dia 28, haverá uma coletiva de imprensa e novos informes sobre a organização do ato serão feitos.

O Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio de Janeiro reúne movimentos sociais, organizações, representantes de comunidades, pesquisadores e outras entidades e pessoas críticas à forma como estão sendo geridos os recursos e como estão sendo feitas as transformações urbanas para a Copa e as Olimpíadas na cidade. Esse ato foi construído por estas organizações e por outras entidades do Rio de Janeiro em plenárias. Respeitamos que sejam construídos outros atos em outros horários e apoiamos estas iniciativas.
URL:: http://www.facebook.com/events/172057656297231/

[SP] 4o Ato Copa pra Quem? – PELA DESMILITARIZAÇÃO DA POLÍCIA!

Domingo, 30 de junho, final da Copa das Confederações, Vale do Anhangabaú – 16h

Comitê Popular da Copa-SP pergunta: Polícia Militar pra quem?

Na cidade e no campo, o Brasil tem uma história longa de criminalização dos movimentos sociais. Desde as revoltas na época do Império, passando pelas greves gerais do começo do século XX e chegando até o tempo pós-ditadura, com massacres promovidos pela Polícia Militar, como o do Carandiru (1992), o de Eldorado dos Carajás (1996) e os crimes de maio de 2006, que originaram o surgimento das Mães de Maio, lutadoras que buscam verdade e justiça para seus filhos – e todos os outros jovens majoritariamente pobres e negros assassinados ou encarcerados pelas periferias do país. Entre 2000 e 2011, foram mais de 4.600 mortos pela PM em São Paulo, considerando apenas as denúncias que chegaram até a Ouvidoria da própria corporação.

Esta semana, pela primeira vez em sua gestão, a presidenta Dilma Roussef recebeu pessoalmente um movimento social: o MPL (Movimento Passe Livre), que há 8 anos luta pelo transporte público gratuito e de qualidade para todos. Isso não aconteceu da noite pro dia: foram diversos grandes atos pelo país que, até serem retratados como manifestações “de bem” pela mídia, tiveram o mesmo tipo de tratamento violento por parte da polícia. O dia 13 de junho marcou, em São Paulo, uma nova batalha da Maria Antônia, que terminou com mais de 200 pessoas detidas e muitas outras feridas – entre elas, 20 jornalistas, com um deles tendo perdido a visão de um olho.

Enquanto Comitê Popular da Copa de São Paulo, não podemos deixar de notar que todas as nossas lutas são atravessadas pela mesma questão: a presença da Polícia Militar como “mediadora” do conflito. Nas manifestaçòes populares, é esta corporação que determina o começo, o fim e muitas vezes o impedem trajeto do ato, reprimindo-o quando acha que é hora de reprimir. Nas remoções forçadas, também é a PM quem faz o trabalho sujo de expulsar moradores de suas casas – está aí o Pinheirinho pra não nos deixar esquecer. No tratamento dos trabalhadores ambulantes, é outra vez a PM quem extorque, agride e prende quem ousa desafiar seu poder quase feudal. Nas ruas, nem é preciso dizer muito: é mais uma vez a PM quem persegue, agride, prende e mata os sem-teto e os usuários de droga dos grandes centros urbanos do Brasil. No campo não é diferente: sem-terra e indígenas recebem o mesmo tratamento truculento quando a PM é chamada para “dialogar”.

Hoje, a Força Nacional de Segurança, que reúne polícias militares de diversos estados, está presente em 5 das 6 cidades-sede da Copa das Confederações: Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Belo Horizonte e Fortaleza. Em um ano, estarão presente em todas as 12 cidades-sede da Copa da Fifa, e as notícias de violência nas manifestações que recebemos hoje certamente se repetirão. Mas isso ainda pode ficar pior: com a aprovação da Lei Geral da Copa, foi criado um “estado de exceção” que permite à Fifa demandar e ao poder público fazer uso das Forças Armadas, que receberam mais de 1 bilhão de reais de recursos públicos para fazer a segurança apenas destes eventos. Além disso, está em vias de aprovação o PL 728/2011, conhecido como “Lei Anti-Terrorismo”, que propõe a criação de uma nova categoria de crime no Brasil: o terrorismo, um amplo “guarda-chuva” onde podem ser enquadrados desde grevistas até manifestantes, passando, é claro, pelos movimentos populares.

A Polícia Militar é dividida hierarquicamente entre oficiais e praças, havendo um abismo entre as duas categorias, com os oficiais tendo privilégios (como as maiores aposentadorias do país!) e os praças servindo, quase sempre, como “bucha de canhão” – abismo muito bem retratado no filme Tropa de Elite. Enquanto trabalhador, o policial militar não tem direito de greve – qualquer greve é tratada como motim, sendo passível de expulsão da corporação; é submetido ao Superior Tribunal Militar, onde o principal crime julgado é (pasmem!) o uso de maconha por jovens nos quartéis; e, dependendo da patente, é proibido de dar entrevistas ou expressar sua opinião pessoal. De quase 100 mil policiais militares em São Paulo, cerca de 5.000 são oficiais, apontados nas denúncias como os maiores responsáveis pelas mortes nas periferias.

Por seu caráter militar, a estrutura da PM é tão fechada que não há nem sequer uma corregedoria independente para apurar os crimes cometidos por policiais. Não há, assim, nenhum controle externo sobre as ações da corporação.

Na cidade de São Paulo, vivemos por anos tendo oficiais da reserva da Polícia Militar como subprefeitos em 30 das 31 subprefeituras. Na última eleição municipal, foram três vereadores eleitos, entre titulares e suplentes, oriundos de uma carreira militar – eles constituem a famigerada “bancada da bala”, defensora de práticas violentas e de leis que remetem à época da ditadura. Estamos sendo comandados e legislados há tempos por militares, que, atendendo ao crescente clamor por “lei e ordem”, acabam de criar o Partido Militar Brasileiro.

Coincidentemente ou não, nas recentes manifestações pelo país em que não houve presença ostensiva e ativa da Polícia Militar, não houve também episódios de violência contra os manifestantes. “Que coincidência, não tem polícia, não tem violência”, cantavam milhares de pessoas pelo Brasil afora.

A sociedade brasileira encara hoje um conflito: de um lado, o aumento da presença de militares na vida política do país; de outro, a voz de milhares de pessoas que sofrem com a violência policial e que desejam um outro cotidiano.

O Comitê Popular da Copa-SP já fez a sua escolha: pela desmilitarização da polícia; pelo fim do uso de armas menos letais; pelo fim dos assassinatos cometidos pela PM nas periferias e no campo; pela liberdade de manifestação antes, durante e depois da Copa.

Porque não se trata de maus policiais ou de falta de preparo: é a própria existência de uma polícia com caráter militar, oriunda da ditadura também militar, que tem que ter um fim.

Evento no Facebook

Comitê Popular da Copa – SP

comitepopulardacopasp [ARROBA] gmail.com

Portal Popular da Copa

URL:: http://www.portalpopulardacopa.org.br/

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