Marcha em Roraima (RR)

(Divulgação | Original por MTST)

Na luta para a implantação do Bolsa Aluguel!

Na manhã chuvosa desta quarta-feira (10), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto-MTST/RR, e associações de entidades, realizou a 1ª marcha “Na luta de resistência urbana’ para a implantação do  “Bolsa Aluguel”.

Maria Ferraz, diregente do MTST: “Meta é atender cerca de 500 famílias com o Bolsa Aluguel” SUEDA MARINHO

Famílias de baixa renda poderão ser beneficiadas pelo projeto que busca subsídios para auxílio moradia. O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto de Roraima (MTST/RR), em parceria com associações de bairros do Centenário, Alvorada, Jóquei Clube, Nova Esperança e outros, realiza nesta quarta-feira a 1ª marcha em prol do projeto “Bolsa Aluguel”.

Com saída prevista para as 8h35 da Praça das Águas, no complexo Ayrton Senna, no Centro, os manifestantes vão passar pela prefeitura, onde entregarão o projeto ao vice-prefeito Marcelo Moreira (PSDB). Depois o destino será à Câmara de Vereadores.

O objetivo da caminhada é entregar ao Município, o projeto para que seja enviado para a Câmara. Segundo a presidente do MTST, Maria Ferraz, serão realizadas mais duas marchas, uma para cobrar que o projeto seja votado pelos vereadores e a terceira para que seja aprovado.

A marcha marca mais uma batalha do MTST em favor da moradia digna e busca a conscientização do governo para implantar o projeto, que visa atender famílias de baixa renda em situação de despejo ou que residem em locais cedidos. “Com esse projeto, esperamos atender muitas famílias que não têm casa própria e nem condições de pagar aluguel”, afirmou Maria Ferraz.

Além disso, ela criticou a suposta burocracia do Programa Minha Casa, Minha Vida, da Caixa Econômica Federal, que não daria prioridade no atendimento para os menos favorecidos. “As famílias mais pobres são muito descriminadas, enquanto outros que nem precisam são contemplados, como aconteceu no Cruviana”, afirmou Maria.

PROJETO – Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Manaus são algumas das unidades políticas onde já foram implantados o projeto Bolsa Aluguel. Em Boa Vista, a meta é atender cerca de 500 famílias, que serão selecionadas pelo departamento municipal de Inclusão Social, obedecendo aos critérios exigidos na lei: renda mensal da família no valor do salário mínimo vigente, não possuir bens em seu nome, ter tido a casa destruída por incêndio ou alagamento ou por qualquer outro motivo não ter condições de pagar aluguel.

SEM-TETOS – Maria Ferraz informou que o número de desabrigados não para de crescer na Capital. Segundo ela, aproximadamente 30 famílias são encaminhadas quase que diariamente pelo MTST à prefeitura. “São trabalhadores que recebem mensalmente um salário mínimo e não possuem condições de pagar aluguel, água, luz e ainda colocar comida na mesa. É impossível sobreviver com dignidade com um salário desses”, comentou.

INICIATIVA – Após o despejo das famílias que faziam de moradia o prédio do Mercado Municipal Laura Pinheiro Maia, localizado no bairro Pintolândia, zona Oeste, em fevereiro passado, o MTST resolveu implantar o projeto Bolsa Aluguel, exatamente para atender esse tipo de situação.

Naquela época, uma equipe técnica da prefeitura visitou o local e deu prazo de 15 dias para as famílias desocuparem o prédio. Na ocasião, foi feito um cadastro de todos no Programa Minha Casa, Minha Vida.

O prédio foi interditado pela Defesa Civil por apresentar falta de segurança, fiação elétrica feita de forma irregular e problemas de infraestrutura. O MTST chegou a cobrar um posicionamento do Município em relação às famílias que ficaram desamparadas. Segundo Maria, a resposta foi “que as famílias que foram despejadas, seriam contempladas com uma casa, mas só em 2015”.

META – O Bolsa Aluguel é um projeto criado pelo Movimento dos Trabalhadores sem Teto de Roraima, que visa atender famílias de baixa renda em situação de desabrigo, por terem suas casas destruídas por incêndios, alagamentos ou condenadas pela Defesa Civil.

A ideia é disponibilizar verba para o pagamento de aluguel de um imóvel no valor de R$ 500,00 pelo período de um ano, podendo o prazo ser prorrogado. A presidente do MTST ressalta que esse projeto é uma ajuda temporária, até as famílias conseguirem estabilidade financeira.  Tendo prioridade à inclusão no projeto famílias com idosos, crianças de 0 a 12 anos e pessoas deficientes.

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