Chuva alaga alojamento de índios em Jacarepaguá (RJ)

Por O Dia

Grupo que não quis ir para o local oferecido pelo governo do Estado se reúne com juiz federal

Rio – O primeiro dia no alojamento provisório criado pela Secretaria Estadual de Assistência Social, na antiga colônia do Curupaiti, em Jacarepaguá, foi de muito trabalho para os índios. Com a forte chuva que caiu na tarde deste domingo, o pátio que abriga os seis contêineres, ficou completamente alagado, mesmo com a lona de cobertura.

“Não contávamos com isso. Vamos ter que pedir para nivelar o chão porque assim será difícil de ficar”, contou o cacique Carlos Tukano. A previsão da construção da aldeia e do Centro de Referência Indígena é de 18 meses.

chuva

Chuva alagou abrigo de índios em Jacarepaguá | Foto: Maíra Coelho / Agência O Dia

Audiência na Justiça Federal

No começo da tarde de domingo, o juiz federal Wilson José Witzel foi ao local que abrigou a Aldeia Maracanã com uma comissão de cinco índios que não quiseram ir para Jacarepaguá para vistoriar o prédio da Conab, que fica ao lado do prédio histórico antes ocupado pelos índios. No entanto, foi verificado que o local não oferece condições de abrigo. O antigo Museu do Índio está sendo vigiado pela polícia e o muro, que tinha pinturas indígenas, foi pintado de branco. Antes, o grupo se reuniu em uma audiência pública com o juiz.

Juiz federal (de terno) esteve em local ao lado da Aldeia Maracanã com índios | Foto: João Laet / Agência O Dia

Juiz federal (de terno) esteve em local ao lado da Aldeia Maracanã com índios | Foto: João Laet / Agência O Dia

Acompanhamento no Museu do Índio de Botafogo

Manifestantes, estudantes e índios passaram a madrugada acampados no Museu do Índio, em Botafogo, na Zona Sul. De acordo com a polícia, eles chegaram ao local por voltas das 15h de sábado, durante horário de vistiação, e permanceram até o início desta manhã. Segundo a polícia, os manifestantes fazem parte do grupo que estava na Aldeia Maracanã e foi despejado na última sexta.

As negociações para que os manifestantes deixassem o prédio tiveram início por volta das 5h da manhã deste domingo. Estiveram presentes representantes da Justiça Federal e o major Ivan Blaz, do Bope (Batalhão de Operações Especiais). Às 7h, os manifestantes deixaram o local em um microônibus da Polícia Militar e seguiram para a sede da Justiça Federal, no Centro.

“Oferecemos o díalogo. Queremos um acordo. Por isso, vamos conversar com todas as partes envolvidas. Com o Ministério Público, a Justiça Federal, a Funai, o governo do Estado. As alternativas estão sendo oferecidas para que não tenhamos cenas de desordem”, destacou o major Ivan Blaz.

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