Ocupação Revolta da Balaiada resiste (RJ)

(Divulgação | Original por FIST)

A ocupação Revolta da Balaiada,  agora filiada à FIST, está  localizada no Largo do Boticário, 22, Cosme Velho, imóvel tombado pelo patrimônio histórico, lugar nobre da zona sul. Moram ali 15 famílias, com idosos, um deficiente físico e crianças. No sábado último, o policial militar Couto e mais um, depois das 21 horas, e, de forma truculenta, arrebentaram o cadeado do portão, roubaram a corrente e invadiram o imóvel, apontando armas para as cabeças dos ocupantes, ameaçando a todos, dizendo que iam sair por bem ou por mal. Os moradores resistiram à retirada, já que tem documentos judiciais que lhe facultam permanecer no local até o final do julgamento processual, que tramita na 10ª Vara Cível e fizeram registro de ocorrência na 9ª Delegacia de Polícia.

Um representante da prefeitura, Washington Fajardo, Secretário de Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design, chegou quarenta minutos depois da polícia militar, acompanhado de muitos guardas municipais, tentando coagir os moradores para deixarem o lugar e querendo entrar no local para, segundo ele, ver as condições em que se encontra o imóvel, coisa que nunca fez em muitos anos de abandono. Há mais de um ano, o lugar se encontrava em completo abandono, inservível para moradia quando eles lá se instalaram e promoveram melhorias.

O advogado da FIST, André de Paula, foi chamado às pressas e, na segunda-feira, prestou depoimento na 9ª DP denunciando a criminosa ação da PM e dará entrada com denúncia contra a ação dos PM’s na própria corporação.

A seguir reproduzimos a nota emitida pelo SINDSCOPE (Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II):

No dia 23 de fevereiro 15 famílias apresentaram-se publicamente após 12 meses e dois dias de ocupação do velho casarão de número 22 no Largo do Boticário, Cosme Velho.

O imóvel, que havia sido ocupado em 2005, só não está hoje em piores condições graças à manutenção dada pelos ocupantes nos últimos meses. Vale dizer que o conjunto arquitetônico, antes abandonado, tem enorme interesse histórico e patrimonial.

Os ocupantes entendem tal significado e já nos primeiros momentos da publicidade da ocupação manifestaram a intenção de ser ali, também, um espaço de preservação cultural. Dizem que vão fazer, com o auxílio dos sindicatos e aliados dos movimentos sociais, o que a prefeitura do Rio e INEPAC não fizeram nestes últimos anos.

As famílias fazem parte da Frente Internacionalista dos Sem-Teto (FIST), e no momento estão formalizando a sua presença permitindo, aos seus aliados, o ingresso no espaço, desde que previamente agendado. No que diz respeito ao campo jurídico, já há uma ação de manutenção de posse na 10ª Vara Cível em favor dos ocupantes. Maiores informações com  André de Paula 9606-7119, advogado da FIST.

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