Moção de apoio às famílias da Ocupação Che Guevara em Messias (AL)

Fonte: Chapa Vez da Voz

Desde 2008, trezentas famílias ocupam um terreno abandonado da prefeitura, às margens da BR-101 em Messias-AL. Durante esses 5 anos as famílias construíram de forma coletiva suas moradias e vidas, independentes de estado e políticos na Ocupação Che Guevara.

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Foram 5 anos marcados por diversas tentativas de diálogo com a prefeitura, mas nunca as famílias foram atendidas, retratando bem a postura do governo municipal para com o povo pobre, enquanto deixava de se reunir com essa parte da população, a prefeitura fazia reuniões com os empresários ricos, porque agora ameaça as famílias de despejo por meio de uma reintegração de posse nesta segunda feira, 18 de fevereiro de 2013, pela Polícia Militar na ocupação e usa como justificativa que o terreno será um pólo industrial.

Após muita luta, em 19 de janeiro de 2012, houve a suspensão da ação de reintegração de posse levada pela prefeitura, através da intervenção do governo estadual na pessoa do secretário de articulação social Claudionor Araujo. Foi firmado também o comprometimento do governo estadual em construir moradias populares para as famílias em outra área, e nos últimos dias o governo estadual recuou alegando não ter condições.

Nós, do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de São Paulo, viemos manifestar nosso total apoio à luta desses moradores, entendendo que a luta pela moradia é uma das vertentes da luta dos trabalhadores e das trabalhadoras por uma sociedade justa. Nós repudiamos a reintegração de posse da Ocupação Che Guevara, localizada na BR-101 no município de Messias, onde vivem 300 famílias. Exigimos a negociação com o movimento popular Terra Livre para que se reafirme o acordo de construção de casas populares pelo governo do estado, na pessoa de Claudionor Araújo, e que se suspenda a reintegração de posse.

O direito à moradia, básico e necessário à sobrevivência humana, não é garantido nesta sociedade capitalista, e os efeitos perversos disso percebemos na disposição dos governos municipais, estaduais e federal diante de casos como o da ocupação Che Guevara, dos moradores no assentamento Milton Santos e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) que se omite ao problema das famílias e só beneficia os ricos empresários. Pinheirinho, em São José dos Campos, exemplifica um dos tenebrosos casos de investida dos governos em prol dos empresários e detrimento da função social da terra. Assim como a especulação imobiliária expulsa cada vez mais e mais as populações das favelas através de expulsões e incêndios criminosos (mais de 300 nos últimos 4 anos em São Paulo!) em áreas nobres da expansão imobiliária. Da mesma forma como observamos que a prioridade governamental favorece os os grandes empresários, diversas comunidades próximas aos grandes empreendimentos da Copa do Mundo de 2014 e das Olímpiadas de 2016 estão sendo atacados, expulsos para “valorizar” e “embelezar” (ou seria maquiar?) mais os arredores de tais locais. Comunidades próximas ao novo estádio do Conrinthians estão em constante risco de despejo. A aldeia Maracanã, terra indígena, aonde está o Museu do Índio. no Rio de Janeiro. está sofrendo uma pressão enorme para ser despeja para que seja construído no local um estacionamento para o recém-reformado estádio do maracanã!

Esses movimentos simbolizam um elemento necessário para refletirmos na luta não somente pela reforma agrária, mas também pelos espaços urbanos em que sejam garantidos os direitos à moradia e apropriação da classe trabalhadora por condições dignas de vida.

Dessa forma, nós do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de São Paulo, nos solidarizamos com a luta desses moradores e pedimos a todas e todos que também apoiam a luta, que manifestem sua solidariedade.

Pelo direito a moradia digna a todas e todos!

Pela suspensão da ação de reintegração de posse!

Pela reafirmação do acordo da construção de casas populares pelo governo estadual!

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