Sem-teto fazem protesto contra desocupação em Sumaré (SP)

Famílias ligadas ao MTST ficaram dois dias no Centro Administrativo Nova Veneza, subsede do Poder Executivo de Sumaré

Famílias ligadas ao MTST ficaram dois dias no Centro Administrativo Nova Veneza, subsede do Poder Executivo de Sumaré

Fonte: Liberal

Grupo montou acampamento em frente à Prefeitura, para protestar contra ordem de desocupação de área no Jardim Denadai

Cerca de 300 moradores da ocupação Zumbi dos Palmares, no Jardim Denadai, em Sumaré, montaram um “acampamento” durante dois dias em frente ao prédio do Centro Administrativo da Prefeitura, no Jardim Nova Veneza. Eles protestaram anteontem e ontem cobrando uma medida do governo que evitasse com que as famílias fiquem desabrigadas, já que o prazo determinado pela Justiça para que os invasores saiam da área da área vence no dia 18 de março.

Andrei Renan Pires, um dos membros da coordenação do movimento, explicou à reportagem que as lideranças da Ocupação sugeriram duas alternativas à Prefeitura. Uma delas era o pagamento do bolsa-aluguel às famílias, para que elas deixem a área antes do prazo judicial. A outra opção era que a Administração interviesse junto à Justiça para que o prazo fosse estendido até o final do ano ou até que a construção de casas populares no bairro Matão fosse finalizada. As moradias populares foram prometidas pelo governo anterior para abrigá-los.

Entre terça-feira e ontem, foram realizadas três reuniões entre membros da ocupação e representantes da Prefeitura. “Fizemos uma petição junto à Secretaria de Habitação para que não ocorra o despejo até o final do ano. Querem despejar as famílias sem elas terem para onde ir”, contou Andrei.

Após dois dias de negociações, foi decidido que os invasores permanecem na área. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, uma reunião ontem “reiterou a proposta do plano de desocupação dos moradores da área”. No entanto, não foram informados os detalhes da negociação.

A ocupação, ligada ao MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), foi formada após a invasão de famílias em 2009. A área pertence a uma empresa de Paulínia. De lá pra cá, pelo menos três despachos judiciais determinaram a saída das famílias. O último deles foi proferido em dezembro do ano passado e dava o prazo de 90 dias para a desocupação voluntária ou forçada.

Em 2010, as famílias conseguiram firmar um acordo com a empresa e órgãos públicos para que permanecessem na área até o dia 10 de fevereiro do ano passado. Na negociação, a Prefeitura se comprometeu a bancar o aluguel do terreno até a construção das moradias. Ficou decidido que as famílias deveriam deixar a área na data estipulada independente da finalização das obras, o que não ocorreu. Atualmente, a invasão abriga cerca de 450 famílias.

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