“Incêndio foi criminoso”, dizem índios e Defensoria Pública da União (RJ)

Fonte: JB

O incêndio que ocorreu dentro da Aldeia Maracanã na madrugada desta sexta-feira(8), segundo os próprios índios e a Defensoria Pública da União(DPU) foi criminoso. Uma perícia no local, porém, só deve acontecer após o Carnaval.

“Foi uma confusão danada durante a madrugada, com todo mundo dormindo”, declarou Afonso Apurinã, um dos líderes da aldeia, que reúne várias etnias indígenas.

Apurinã dentro da oca incendiada nesta madrugada. Índios e defensor público acreditam em crimeApurinã dentro da oca incendiada nesta madrugada. Índios e defensor público acreditam em crime

Rafael Gonçalves, representante da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro(OAB-RJ), questionou a versão do Corpo de Bombeiros de Vila Isabel, que diz que o incêndio começou por causa de um problema na fiação elétrica. “Nada indica isso, os fios que passam pela oca não estão danificados. Vamos pedir para que isso seja investigado, porque tudo indica que foi um ato criminoso.

Daniel Macedo, defensor público da União, diz que a DPU trabalha com duas hipóteses: Um atentado contra a vida do Cacique, Carlos Tukano, ou um acidente. Esta segunda, porém, é questionada porque, segundo ele lembra, “os índios ainda estão vivendo sob muita pressão”. Macedo conta ainda a versão que ouviu para o caso:

“Pelo que soube, cortaram a luz e, em seguida, incendiaram a oca da aldeia. Vai ser difícil investigar isso nos próximos dias, mas vamos nos reunir com as lideranças indígenas para decidir o que fazer”, frisou Macedo, acrescentando que o tal encontro deve ocorrer nesta quinta-feira.

Boletim de ocorrência

Um boletim de ocorrência foi aberto na 18ªDP, na Praça da Bandeira, na manhã desta sexta-feira(8). O comunicante do boletim, Antonio Afonso Girão de Oliveira, de 47 anos, fez o registro por volta de meio dia.Delegacia da Praça da Bandeira emitiu um registro de ocorrência para o incêndioDelegacia da Praça da Bandeira emitiu um registro de ocorrência para o incêndio

Segundo o registro, de número 018-00582/2013, por volta das três e vinte da manhã, “ocorreu um incêndio na oca onde são realizados rituais comemorativos e religiosos dos indígenas, sem que houvesse testemunhas”.

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