(Fotos) Em tempo de carnaval, obras que ameaçam Unidos da Tijuca também assombram famílias da Ocupação Quilombo das Guerreiras (RJ)

As obras do chamado Porto Maravilha seguem em ritmo forte, com o objetivo de requalificar a área da Zona Portuária do Rio de Janeiro. Isso inclui a saída de parte das pessoas e das atividades que são feitas hoje na região, como moradias populares e atividades culturais. Os arredores da Rodoviária Novo Rio tem exemplos das duas ameaças, dentre eles estão as famílias da Ocupação Quilombo das Guerreiras.

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(fotos por Pela Moradia)

A escola de samba Vizinha Faladeira precisou sair de seu antigo espaço, antes localizado próximo à rodoviária, para dar lugar ao novo terminal de ônibus. Hoje a escola se encontra temporariamente em um galpão que faz parte dos terrenos destinados à construção das mais de 100 moradias para famílias de baixa renda do Projeto Quilombo da Gamboa, ainda sem que a escola tenha destino fixo para onde ir após o empréstimo do galpão. Outra referência de atividade cultural ameaçada pelas obras é a escola de samba Unidos da Tijuca, localizada na Av. Francisco Bicalho. O terreno receberá o complexo empresarial “Trump Towers Rio de Janeiro”, megaempreendimento da gigante imobiliária e bilionária estadunidense Organizações Trump. Nesse caso, a Prefeitura do Rio já declarou estar negociando com a escola de samba para solucionar a situação o quanto antes.

No mesmo terreno onde as Organizações Trump pretendem construir seus primeiros prédios em solo brasileiro, porém, existem também famílias de baixa renda. Há cerca de 6 anos aproximadamente 50 famílias moram e mantêm a Ocupação Quilombo das Guerreiras, uma referência em auto-organização em toda a luta por moradia da cidade do Rio de Janeiro. As negociações para solucionar a situação de déficit habitacional e garantir o direito constitucional à moradia digna, no entanto, não vêm avançando. Como única alternativa coletiva para isso encontrada até agora, o Projeto Quilombo da Gamboa está parado na burocracia estatal. Se essa indecisão não bastasse para assombrar as moradoras e moradores da ocupação, as obras ao redor do prédio vêm no último mês aumentando os riscos e temores de todos. Toda a frente do prédio está tomada por buracos feitos pelas obras. A única entrada do prédio é hoje forçadamente compartilhada com a entrada e saída de tratores e materiais de construção, ameaçando a segurança das crianças, idosos e adultos do prédio. Por segurança, o acesso à horta comunitária agroecológica já teve que ser restrito pelo Coletivo, impedindo que as atividades que eram feitas com as crianças nesse espaço pudessem continuar.

É assim que o carnaval se aproxima da Ocupação Quilombo das Guerreiras: com incertezas sobre suas moradias e com a convivência diária com as obras na porta de casa.

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