Moradores da Vila Clara são ameaçados de despejo (SP)

(Divulgação | Original por Cotia todo dia, republicado por Terra Livre)

Cerca de 400 famílias podem perder suas casas caso a Justiça cumpra o pedido de reintegração de posse e despejo em uma área ocupada na Vila Clara, próximo à Estrada da Roselândia.

O local começou a ser ocupado há mais de 20 anos, mas só em 2009 os donos do terreno entraram com pedido de reintegração de posse. Hoje, residem no local mais de duas mil pessoas, que no final do mês passado foram citadas por um oficial de justiça da reintegração de posse.

A partir deste momento aumentou o drama das famílias, correr contra o relógio para encontrar uma solução. “Nós construímos nossas vidas na Vila Clara, é nosso direito ficar”, diz Lidiana Pizon, uma das líderes do movimento. “Queremos encontrar uma saída negociada, mas se for preciso vamos unir todas as nossas forças, inclusive para a Raposo”, anuncia outra moradora.

O bairro é formado na maior parte por uma área particular, o outro pedaço é terreno da Prefeitura. Agora, o proprietário da região onde mora a maioria das famílias pediu a devolução do terreno e a demolição das casas.

Os moradores tem se reunido com frequência. No último domingo realizaram uma assembleia e decidiram ir até a Câmara Municipal em busca de apoio dos vereadores.  Em uma dessas reuniões, o único vereador que compareceu foi o petista Toninho Kalunga.

Vila Clara, ao centro, fica ao lado do bairro Stella Maris

Porta na cara

No final da manhã da última segunda-feira (26) um grupo de moradores lotou a Câmara de Cotia na esperança de comover os vereadores. Em vão. A maioria dos vereadores não compareceu ao plenário, não houve quórum e por isso a sessão foi cancelada. Os manifestantes não aceitaram a atitude dos vereadores e permaneceram onde estavam, revoltados. “Antes das eleições eles foram ao nosso bairro pedir apoio, alguns ofereceram cestas básicas e até dinheiro pra votar neles”, denunciou um jovem morador, e continuou: “Mas é sempre assim, quando precisamos deles é isso aí que vimos agora, nos dão as costas”.

“Onde já se viu uma sessão demorar menos de dois minutos; o tempo entre o anúncio da abertura da sessão, a verificação de presença e o anúncio de fim da sessão; será que fugiram da gente?”, indagava outra moradora sem entender bem o que estava acontecendo, no momento que passava rapidamente por trás da mesa diretora, o presidente da Câmara, Arildo Gomes, já sem terno e gravata, usando camisa e calça jeans, com o paletó pendurado no dedo e combinando almoço com outro vereador.

Enquanto isso, o assessor de imprensa Ivan Ferreira, se preocupava em dar uma resposta que confortasse os moradores.

Ao perceber a movimentação, o vereador Sérgio Folha, que havia permanecido no plenário, recebeu a comissão de representantes e assumiu o compromisso de levar as reivindicações ao prefeito Carlão Camargo ainda nesta semana.

Os moradores pedem a desapropriação da área e, consequentemente, a regularização das casas.  Eles, no entanto, não se opõem em cumprir o mandado judicial de reintegração de posse, desde que a Prefeitura dê uma solução para a situação, como a construção de moradias populares.

O vereador Sérgio Folha prometeu levar uma resposta concreta da prefeitura no próximo domingo, em nova assembleia dos moradores que será realizada no bairro.

Nossa reportagem já havia entrado em contato com a Secretaria de Habitação há dez dias, pedindo informação sobre este caso, mas até o momento não recebeu retorno.

Moradores da Vila Clara em manifestação na Câmara de Cotia Sérgio Folha conversa com a líder do movimento, Magna Santana
Moradores em assembleia no último domingo

Vereadores de Cotia cabulam mais uma sessão

SONIA MARQUES/Cotia todo dia

Com apenas cinco vereadores presentes, mais uma sessão da Câmara Municipal de Cotia não ocorreu por falta de quórum.

De acordo como regimento interno, a  sessão deve começar às 11h respeitando o quórum mínimo de cinco vereadores. Se isso não ocorre, o prazo de tolerância é até as 11h15 mas neste caso, o mínimo é de sete vereadores presentes. O presidente Arildo Gomes (PDT) abriu a sessão com atraso de quase dois minutos, o que não é permitido pelo regimento interno. Além dele, responderam a chamada Sérgio Folha (PP), Beto Rodovalho (PMN), Claudio Olores (PDT) e Alcides Esquisito (PRB).  A sessão não foi aberta.

Mais de 30 pessoas estavam presentes na Câmara para acompanhar a sessão, segundo informou o jornalista Gilmar de Almeida, a maioria representante do movimento “Terra Livre”.

O vereador Toninho Kalunga (PT) que não estava na sessão, chegou a anunciar em seu perfil pessoal numa rede social que entre os projetos da pauta de hoje estaria a criação de novos cargos comissionados na prefeitura. Informação que não foi confirmada, uma vez que já é praxe na Casa a não divulgação antecipada da pauta.

Presidente terá mandato de dois anos

Na semana passada, por conta do feriado prolongado que emendou com ponto facultativo na Prefeitura e na Câmara Municipal, a sessão ocorreu na sexta feira (23). O único projeto discutido e aprovado foi o tempo de mandado da mesa diretora.

Os vereadores aprovaram em segundo turno alteração à Lei Orgânica passando de um para dois anos, o tempo de mandato do presidente e demais membros da mesa diretora.

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