Sem-teto cobram a destinação de 53 prédios para moradias populares em SP

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A Frente de Luta por Moradia (FLM) ocupou na madrugada de hoje (29) 11 imóveis vazios na capital paulista com o objetivo de pressionar a prefeitura a retomar as negociações para que 53 prédios abandonados sejam tranformados em moradias populares. Segundo o coordenador da FLM, Osmar Silva Borges, as ocupações foram feitas por causa da demora no processo de desapropriação.

“Todos esses prédios já são objeto de negociação com os governos estadual e municipal para que sejam transformados em moradia popular”, explicou o coordenador, que está com integrantes do movimento em um prédio na Rua das Palmeiras com a Helvétia. De acordo com Borges, 250 famílias devem ficar no imóvel, um antigo hotel, até que o governo providencie uma moradia. “Nós já informamos ao governo que se quiser negociar tem que resolver o problema dessas famílias que não têm para onde ir”.

Ao todo, cerca de 2 mil pessoas participam da ocupação dos 11 prédios abandonados, segundo Borges. Por enquanto, apenas as lideranças do movimento estão se pronunciando. Os demais participantes não estão dando declarações.

De acordo com Borges, uma comissão de representantes da Secretaria Municipal de Habitação procurou o movimento na manhã de hoje para negociar uma reunião com o secretário da pasta. “Respondemos que estamos abertos à conversa e esperando a data da audiência”.

Em nota, a Secretaria Municipal de Habitação  informou que do total de prédios ocupados, quatro estão inseridos no Programa Renova Centro, destinado à criação de moradias populares. Os tais imóveis são os seguintes: prédio na Rua José Bonifácio, 137, que tem convênio com a Universidade de São Paulo (USP) para a criação de moradias; prédio na Avenida Ipiranga, 879, decretado de interesse social; prédio na Avenida São João, 253, também decretado de interesse social e com ação judicial de desapropriação e o Hotel Lord, na Rua das Palmeiras com a Rua Helvétia, que aguarda licenciamento ambiental para licitação da obra.

A maior parte dos prédios fica na região central de São Paulo. Foram ocupados mais dois prédios, sendo um no bairro Nova Cachoeirinha, na zona norte, e outro na Estrada de Itapecerica, na zona sul.

Edição: Carolina Pimentel

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