Famílias sem-teto acampadas no centro de SP vão ter que esperar na fila da casa própria (SP)

Fonte: R7

Prefeitura diz que 97 mil moradores estão atualmente na lista de programa habitacional

Cerca de 90 estão acampadas há mais de duas semanas, na avenida São João, ao lado do prédio dos Correios, na região central de São Paulo.

As famílias sem-teto que montaram um acampamento no centro de São Paulo, depois de serem expulsas de um prédio ocupado na avenida Ipiranga, serão cadastradas pela Prefeitura de São Paulo em um programação de habitação popular, na última segunda-feira (10). Para entrar na casa própria, no entanto, eles vão ter esperar que outras famílias já cadastradas sejam atendidas.

Em nota, a Sehab (Secretaria de Habitação) disse que as cerca de 100 famílias que saíram do prédio da avenida Ipiranga, no dia 28 de agosto, foram listadas para “posterior cadastramento na Central de Habitação.

Isso não quer dizer, segundo a prefeitura, que elas irão para o final da fila. Atualmente, há 97 mil moradores de São Paulo com cadastros ativos. Todas as famílias sem-teto vão para uma fila única da Cohab (Companhia de Habitação). Tem prioridades idosos, pessoas com deficiência física ou que estão vivendo em áreas de risco. São atendidos primeiro também as famílias estão em programas habitacionais provisórios (como abrigos e bolsa-aluguel), entre outros critérios.

A companhia tem parcerias com a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), do governo estadual, e Minha Casa Minha Vida, do governo federal. É por meio desses contratos que é subsidiada mais da metade do valor da habitação popular. A família fica responsável por pagar o restante da casa.

De acordo com a prefeitura, “famílias ligadas a diversos movimentos, inclusive a FLM (Frente de Luta por Moradia), do qual a ocupação de sem-teto da São João faz parte, foram selecionadas para empreendimentos vinculados ao Programa Minha Casa Minha Vida”. Nesse caso, as famílias selecionadas, obrigatoriamente têm renda familiar mensal de até R$ 1.600 e estão em situação de risco geológico ou alta vulnerabilidade socioeconômica (renda per capita inferior a meio Salário Mínimo Nacional ou ônus excessivo com aluguel).

Enquanto a casa própria subsidiada não sai para o sem-teto da avenida São João, a administração municipal disse que ofereceu abrigo e colocou à disposição o Centro de Referência de Assistência Social.

A representante do movimento dos sem-teto na avenida São João, Maria do Planalto, critica a demora no atendimento dizendo a demanda por moradia se arrasta desde 2008, quando mais de 800 famílias foram expulsas de um terreno no Jardim Iguatemi, na zona leste de São Paulo, após uma reintegração de posse.

— Não nós somos moradores de rua. Viemos de uma desapropriação e temos direito à casa própria e não a um abrigo da prefeitura.

A Sehab ainda informou que, atualmente, 2.408 famílias ligadas à FLM, movimento do qual a ocupação de sem-teto da São João faz parte, recebem algum atendimento habitacional da Prefeitura – Aluguel Social, Parceria Social, unidades habitacionais ou cartas de crédito para compra de moradias.

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