O Horto e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Fonte: A Lista de Lucas

Daí que o governo brasileiro, novamente, resolveu dar uns dez passos pra trás e agir com extrema babaquice em uma situação completamente delicada. Desta vez, no caso, não foi nem o governo de Porto Alegre (que eu tanto reclamo aqui), mas sim o governo do Rio de Janeiro.

Fui entrar na internet esses dias e li a seguinte notícia da foto aí de cima, ali na página inicial da Globo.com, meio incrédulo com tudo que estava escrito adiante, sem entender se era sério ou piada.

Olhando em um primeiro momento, em uma análise bem superficial – como a matéria faz tentar parecer, com motivos que mais adiante explicarei – tudo parece correto. Ok, estamos falando do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, uma área de preservação ecológica, um dos maiores portais da América Latina na preservação de espécies botânicas típicas da região, bem como o instituto brasileiro que mais proporciona estudos da área. O Jardim Botânico do Rio de Janeiro é uma grande central de referência, um inegável ponto positivo no tratamento de estudos naturais. Além de servir como centro acadêmico e de pesquisas, quem já teve a oportunidade de conhecer, sabe que é um belíssimo lugar, uma incrível área turística na cidade mais turística do Brasil. Mas, mesmo com todos benefícios do Jardim Botânico, tudo isso possuí um lado extremamente controverso: o Horto Florestal.

Para quem não sabe, o Horto Florestal é uma região que fica além do “Jardim Botânico turístico”, por assim dizer, e é aonde há justamente a maior concentração de espécies botânicas para preservação, análise e estudos. É lá que, efetivamente, todos os envolvidos na parte acadêmica do processo se concentram e realizam seus trabalhos. É lá que, também, moram cerca de 600 famílias de baixa renda, supostamente, sobre a ocupação irregular de uma área pertencente à União. Você já conseguiu visualizar a merda, né? Na mesma área aonde se reúne o maior centro de pesquisas de botânica do Brasil, também existem famílias morando, sob condições de extrema pobreza e desmatando uma área que, antes de tudo, deveria servir de preservação ambiental.

Como disse anteriormente – e repito aqui – olhando, até aí, tudo parece muito simples: tira as casas irregulares dali e acabou, fim de papo, eles são ilegais, pois estão em uma área de preservação.

Mas estamos no Brasil, aonde nada é tão simples. A primeira análise de qualquer um, assim como eu pensei antes de entender a fundo, dá um parecer favorável à remoção das famílias. Parece até óbvio, o pessoal ali ocupando na mão grande uma área da União, destruindo um dos centros de referência do Brasil, tá mais do que na hora de tirar geral e jogar em qualquer outro canto da cidade, menos ali. Só que tudo se embaralha por uma série de processos escusos, pelo excelentíssimo governo brasileiro e, claro, por um argumento classista ainda não morto no Brasil, que acredita que pobre tem que se foder e pronto, acabou. Sem reclamar e exigir nada.

Tudo começa pela própria criação do Jardim Botânico e de como esse país é enrolado desde sua concepção. Você deve estar se perguntando, afinal “como que chegou a primeira família ao Horto Florestal?“; veja bem, estamos falando de um terreno DO GOVERNO, na mata fechada, como alguém chegou ali e se apropriou da área sem ninguém ver? É uma pergunta pertinente, porque desde esta resposta já vemos que é tudo tão escuso e mal feito que, em 2012, expulsar essas famílias de lá, beira o absurdo. E a resposta é bem simples:

AS PRIMEIRAS FAMÍLIAS DO HORTO FLORESTAL ERAM DE TRABALHADORES DO PRÓPRIO JARDIM BOTÂNICO, QUE FORAM AUTORIZADOS PELA PRÓPRIA DIREÇÃO DO PARQUE A CONSTRUIR MORADIAS LÁ.

Sim, meus caros amigos, a “ocupação ilegal” do Horto Florestal, não é tão “ilegal” assim. Ela foi autorizada, concedida e em comum acordo com a PRÓPRIA DIREÇÃO DO JARDIM BOTÂNICO. Todos sabiam, os funcionários do parque foram autorizados pelos próprios diretores e, como uma área que pertence à União – se todo mundo deixou – o governo, no mínimo (pra não dizer outra coisa), foi condescendente. Claro, esses funcionários constituíram famílias, mais casas apareceram e hoje, na região, moram as 600 famílias que se falam. Mas é importante ressaltar que, sim, DESDE O SÉCULO PASSADO, HÁ MUITO TEMPO o governo sabia, os diretores sabiam, todo mundo tinha PLENA consciência das moradias e ninguém fez nada. Além de não fazer nada, incentivou os funcionários, na medida que foram autorizados a construir as moradias ali. Naquela época, ninguém era “malvado” ou “invasor”, as ocupações não foram vistas com maus olhos e ninguém tentou impedir nada, nem ameaçar com remoção.

Alias, se não estivéssemos falando de um terreno público, só o fato de que os caras moram lá faz mais de 30 anos e foi uma ocupação pacífica, poderíamos claramente usar a lei de usucapião. Mas como o governo é malandro, se auto-protege, o usucapião só vale para terrenos privados. Moralmente não há diferença de análise em NADA de um terreno privado e um terreno público; mas legalmente existe: um terreno privado pode ser ocupado e fica a deriva do usucapião, um terreno público não. Por que? Ninguém sabe.

A idiotice do governo não para por aí, seria muita inocência acreditar que é só isso que foi feito de errado. Isto é só o começo.

O segundo ponto desda briga é pior ainda: o Jardim Botânico NÃO TEM DELIMITAÇÃO DE ÁREA DO SEU TERRENO. Basicamente, ninguém sabe aonde começa e aonde termina a área do parque. Sim, isso mesmo! O parque existe faz 204 anos (criado em 1808) e NINGUÉM NUNCA SE DEU AO TRABALHO DE DELIMITAR A ÁREA. Ou seja, o terreno pelo qual estão brigando sobre a remoção das famílias, ninguém de fato “sabe” se é ou não legalmente pertencente ao Jardim Botânico. Como mostra na reportagem da Globo.com, vão usar um desenho feito lá do caralhão do Judas, do tempo do Ari Pistola, como argumento para TENTAR entender qual a real área do Jardim Botânico e AÍ SIM fazer cumprir a remoção.

Esta discussão poderia acabar por aí, na medida que já é visto que toda essa situação é um bundalelê tremendo, ninguém sabe porra nenhuma e estão fazendo todo processo num Deus-nos-acuda do caralho, trocando os pés pelas mãos e tentando injustamente tirar um monte de gente que mora lá há anos, sobre um argumento duvidoso, com políticas duvidosas e resultados ainda mais duvidosos.

Se liberaram anos antes, por que querem proibir agora? Se ninguém sabe aonde começa ou termina o terreno, por que querem ele agora? Enfim, isto tudo já deixa claro como Carnaval e política brasileira se confundem, aonde é tudo um grande samba do crioulo doido. Mas não para por aí, não mesmo. E para a última parte do meu argumento, vou utilizar um vídeo recente de uma das maiores vozes atuais do povão: Mano Brown.

Ta aí, são 10 minutos de pura verdade. Quando a gente vê o governo querer, de uma maneira tão rápida, a retirada de cerca de 600 famílias do Horto, isto tudo tem um motivo: tirar o pobre do bairro do rico, jogar o problema social pra aonde ninguém vê. É tudo muito objetivo, a agilidade dos mecanismos do Estado para remover o povão, sempre funcionam com uma eficiência de dar inveja na Noruega. Tudo é cumprido com uma velocidade ímpar e nem se questionam os direitos dos que ali o vivem. Como diz Mano Brown, mais especificamente aos 2:44 do segundo vídeo, “estar perto do progresso tem um preço, eles querem cobrar este preço deles. Você não tem direito de estar perto do hospital, não tem direito de estar perto da estação do trem (metrô), não tem o direito de estar a cinco minutos do seu trabalho. Você tem que ir lá pro fundo, aonde as pessoas que não tem direito estão“.

A ideia é essa. Esta briga no Horto poderia ter surgido desde o início da ocupação, há mais de 30 anos atrás. Mas não surgiu, porque na época era CONVENIENTE ter o povão morando perto do Jardim Botânico, porque ali eles trabalhavam. Economizava em transporte, em tempo, em recursos, aí ninguém se incomodava com as ocupações. Tudo era lindo e maravilhoso. Com o passar dos anos, obviamente, a utilização da massa barata no Jardim Botânico acabou. E aí, agora, querem jogar a galera lá pro fim do mundo, longe de onde sempre moraram, fora do bairro de gente rica e uma das áreas mais nobres do Rio de Janeiro. Gente rica, alias, que não pode conviver com a pobreza. É feio, é horrível, estraga o bairro.

A lógica é simples, mas pode ficar difícil de entender em um primeiro momento. Olhando assim, pode parecer perseguição, mas não é. É fácil perceber o porquê. Como é dito na reportagem da Globo.com, o TCU deu um prazo de 13 meses para o pessoal desocupar a área. Rápido, não? Cerca de um ano e um mês. Agilidade a mil. É incrível que este período, além de tudo, tem como prazo máximo uma data antes da Copa do Mundo. Tão óbvia esta agilidade, só poderia ter um motivo bem definido, aonde o Rio de Janeiro vive um processo de tentar na cara dura MAQUIAR toda e qualquer pobreza das áreas que os gringos vão ficar concentrados. Meio lógico, em um evento mundial, não querem que a gringaiada pense que nós somos sub-desenvolvidos. Não importa se de fato os problemas não serão resolvidos, mas o importante é que ninguém de fora veja. Sendo assim, o mais fácil é desalojar o máximo de favelas da Zona Sul (a área rica do Rio de Janeiro), tacando o pessoal o mais longe possível. Quando não conseguem desalojar, como o caso da Santa Marta, a solução é pintar. Tudo fica melhor com tinta; se tá colorido, tá legal. Casa de pobre coloridinha é bonito, eles nem parecem sofrer.

Isso é tão verdade – embora não pareça – que a mesma agilidade do governo não é válida quando a remoção envolve gente rica. Não bastasse esta discrepância monstra na diferença de suas ações, o governo ainda é claramente condescendente com gente que tem dinheiro. Posto aqui alguns exemplos. Um, inclusive, explica o porquê dessas notícias não chegarem ao grande público, como disse lá no começo do tópico:

1 – Luciano Huck, o famoso babaca que apresenta programas de TV, possuí uma puta de uma mansão em Angra dos Reis, em uma área de preservação. Tão ilegal (ou pior, até) que os moradores do Horto, Luciano Huck nunca foi incomodado pela justiça. Por que? PORQUE A ADVOGADA DELE É A MULHER DO GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL. Sim, a advogada deste imbecil conta com uma “série de benefícios” que “misteriosamente” seu cliente também pode contar. Como é bom ser milionário e burlar a lei, né?

Dentre estes benefícios, há um decreto assinado pelo governador Cabral, ao qual “liberava” a construção de casas em mata nativa (área de preservação), nas praias de Angra dos Reis e Ilha Grande; um dos favorecidos pelo decreto foi Luciano Huck. Veja só a ironia da vida, quando Luciano Huck desrespeita a lei, CRIA-SE um decreto para defende-lo. Que bonito, não? Como eu disse, a lei só vale para gente pobre.

2 – Mas não para por aí, Luciano Huck é só mais um babaca em meio a vários outros. E aí você entende o porquê de não falarem isso na TV. Como mostra esta reportagem:

Os herdeiros de Roberto Marinho, fundador das Organizações Globo, também construíram em 2008 uma casa de 1,3 mil metros quadrados, com piscina e heliponto que desmatou uma área de mata protegida na praia de Santa Rita em Paraty. A praia pública e a área da residência são protegidas por dois guardas armados com pistolas a espantar quem tenta se banhar no local, afirma a Bloomberg.

Em 2010, um juiz ordenou que a casa fosse derrubada e a área recuperada, mas os proprietários recorrem da decisão.

Pois veja só, ta aí explicado porque a Globo só divulgou as questões polêmicas do Horto Florestal, mas nada de “outras ocupações irregulares no Rio de Janeiro“. Afinal, os maiores herdeiros da empresa são FALCATRUAS, corrompendo abertamente a lei, assim como os funcionários da emissora em questão (como o caso de Luciano Huck), aonde todo mundo CAGA para legislação e sabe que, sim, no Brasil o dinheiro compra tudo, inclusive a própria verdade. Da mesma forma que a reportagem do Horto Florestal brilhou magicamente no dia de ontem (07/09/2012) na página inicial da Globo.com, NUNCA FALARAM NADA sobre as mansões construídas irregularmente em Paraty e Angra dos Reis. Estas mansões, alias, se somados os terrenos, representam áreas de invasão MUITO MAIORES que a do Horto Florestal. Mas aí pode, porque afinal, gente rica tem o seu direito de ignorar a constituição e fazer uma casa monstro em uma área preservada. Aí, não há crimes, não há criminosos e muito menos remoções. Quando a coisa começa a apertar – se apertar – é só chamar a mulher do governador que está tudo resolvido. Faz um decreto e pronto, mansões felizes e intactas. Da mesma forma que o governo se agiliza de uma maneira incrível pra remover as casas do Horto, se arrasta para concluir investigações, ou remoções de mansões da galera cheia da grana de Angra. Quando estamos falando dos “poderosos”, daqueles que abertamente comandam (e mandam) no Brasil com dinheiro, ninguém fala nada. Todo mundo faz que não viu, finge que não dá nada e pronto, deixa eles lá descumprindo a lei no cantinho deles, afinal são humildes desbravadores do Brasil varonil.

Eu gostaria de saber se o empenho usado para remover as famílias do Horto é o mesmo empenho que o governo terá para desalojar aquele babaca do Huck, ou os babacas dos filhos do Roberto Marinho, ou muitos outros babacas que constroem cassas irregulares por aí. E neste caso, não se trata nem de moradia principal, de gente que passa por necessidades BÁSICAS que o Estado deveria ter o dever de cumprir, mas não cumpre. São mansões de fim de semana, de gente que já tem muitos outros imóveis e NÃO TEM NENHUMA NECESSIDADE de construir uma casa monstro em Angra dos Reis, ainda mais em área preservada. É este tipo de atitude que põe a credibilidade do governo mais uma vez se põe em cheque e, como eu já disse antes, fica ainda mais claro que o Brasil é governado por elites, para elites; o resto que se foda, não tem direito a nada. Novamente, vemos mais uma atitude formalmente feita, com pompas de governo sério, única e exclusivamente para criar um abismo social ainda maior no país. Jogamos os pobres lá para longe, mas não acabamos com a pobreza. Só impedimos que ela seja vista pelos olhos dos ricos, incomodados com casebres, com gente com pouco dinheiro frequentando o mesmo bairro que eles. Os direitos do povo de baixa renda inexistem.

Enquanto isso, Luciano Huck dá risada, caga na lei, e ainda vai todo sábado fingir que é comprometido socialmente, jogando pão para os pobres e ganhando milhões para que eles permaneçam longe de sua residência depois. É assim que tratamos os problemas sociais, fingimos que nos preocupamos quando damos espaço para tratar a pobreza de maneira caricata, quando colocamos na novela “empreguetes” dançando e todo mundo rindo. Quando é pra ver pobreza engraçadinha, ver empregada rebolando, aí todo mundo gosta e acha maravilhoso; aí a Globo transmite e vende que nem água. Mas, quando é para conviver com o povão, quando temos a favela no mesmo bairro que a área nobre, aí não vale. Aí estraga tudo. Favela na Zona Sul? O que é isso! Favelado tem que morar no mínimo a dois ônibus de distância, para que o pessoal saudável do Jardim Botânico não tenha que acordar todo dia e se deparar com os problemas da cidade. A galera do Horto tem que ficar lá longe, lá na Zona Oeste, aonde ninguém com dinheiro precise ver que eles existem.

Nós não precisamos dos seguranças que os os filhos do Marinho utilizam na ilha particular e ilegal deles, porque o Estado nos garante que o povão não chegue até nós do mesmo jeito: na base da ameaça. Quando nos sentimos incomodados, rapidinho é tudo resolvido. Mais rápido do que levantar uma mansão em área preservada é desalojar o pessoal de uma favela e jogar pra longe, como se fossem situações completamente diferentes. Fácil a vida, não?

E se eu iniciei o texto postando Racionais, termino ele postando MV Bill:

Fechar a boca e não expor meus pensamentos
Com receio que eles possam causar constrangimentos
Será que é isso? Não cumprir compromisso
Abaixar a cabeça e se manter omisso.
A hipocrisia, a demagogia se entregue à orgia
Sem ideologia, a maioria fala de amor no singular
Se eu falo de amor é de uma forma impopular
Quem não tem amor pelo povo brasileiro
Não me representa aqui nem no estrangeiro

Eu nunca fui de colocar fonte aqui, mas eu tirei tanta informação de outros lugares, neste texto, que eu acho justo. Para ler mais casos de gente rica cagando na lei, você pode acessar o link abaixo. Já citei este blog aqui, a opinião do cara diverge da minha, mas é interessante ler para ver mais casos de abuso do poder de mansões ilegais construídas por todo Rio de Janeiro:

http://www.mundogump.com.br/tcu-tocou-o-barata-voa-na-ocupacao-irregular-do-jardim-botanico-quero-ver-e-se-a-moda-pega/

E para quem quiser ler mais sobre o Horto Florestal, pode encontrar aqui:

http://www.museudohorto.org.br/

http://www.jbrj.gov.br/pesquisa/horto/horto.htm

http://wikimapia.org/507878/pt/Horto-Florestal

http://www.amahor.org.br/5116

http://paneladepressao.org.br/campaigns/75

Boa noite e fui!

Editado às 16h54min do dia 09/09/2012: Pelo visto o meu artigo repercutiu mais rápido do que eu esperava. A galera do Horto ficou sabendo, leu e está divulgando. Sugiro pro pessoal ler os comentários de quem mora lá, que é bem bacana, inclusive com relatos de como as famílias chegaram lá.

Gostaria de apenas prestar um esclarecimento: o mapa ali postado é só ilustrativo sobre a área, não é o que será usado para a delimitação. Alias, se alguém tiver a versão que será usada, peço que me mandem que posto aqui.

Gostaria de adicionar, também, o comentário de Emilia Maria de Souza, que pelo que eu entendi, é a moça que aparece no vídeo da reportagem da Globo:

envio um esclarecimento importtane> Quem lidera a retirada dos morado res do Horto é o presidente do Jardim botanico Liszt Vieira que é filiado ao PT, ocupa este cargo com a indicação do partido e se aliou a elite da zona sul em especial a familia marinho para expulsar os moradores do Horto. O ministerio do meio ambiente e a secretaria de patrimonio da União ja tem um projeto que foi elaborado pela faculdade de urbanismo da UFRJ para fazer o projeto de regularização que está hoje com a ministra do MMA. esta confusão toda é culpa do Liszt que lidera este ato de exclusão social.

Aproveito e acrescento, também, a mesma reportagem de Emilia, só que com a gravação na íntegra. O que foi divulgado na matéria da Globo.com, como mostra esta outra notícia (link), foi um pequeno trecho de quase cinco minutos de discurso.

Ainda adiciono outras duas reportagens que achei procurando mais sobre o assunto:

-http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/globo-ignora-zoneamento-do-jardim-botanico

-http://www.pt.org.br/artigos/view/artigo_horto_eles_naeo_querem_pobres_na_zona_sul_do_rio_por_edson_santos

Embora o segundo texto venha de site de partido político, aonde eu não tenho nenhum interesse em defender nenhum deles – na medida em que todos possuem um tratamento para a situação quase que iguais, classistas apenas bonificando a área rica da cidade – é interessante ler o que está escrito, principalmente com algumas informações mais diretas de nomes e condutas.

Conforme as coisas forem se atualizando, vou postando aqui.

Fui!

Anúncios

, , , , ,

  1. #1 por Francisca ivanilda candida santos em 22/09/2012 - 23:48

    “O Horto Florestal abrange as seguintes áreas residenciais: Vilas Operárias (Rua Pacheco Leão, Rua Mestre Joviniano, Rua Alberto Ribeiro, Rua Abreu Fialho, Rua Caminhoá e Rua Estella), Condomínio Jardim Botânico, Caxinguelê, Morro da Margarida, Grotão, Túnica, Condomínio Dona Castorina (“Balança”), Estrada Dona Castorina e Solar da Imperatriz.”

  2. #2 por Francisca ivanilda candida santos em 22/09/2012 - 23:54

    Eu conheço o horto florestal no bairro do Jardim Botanico do Rio de Janeiro não confundam o Bairro com o parque só porque tem nomes iguais não quer dizer que seja a mesma coisa e digo mais eles descobriram que vinham sendo lesados com relação á os limites do instituto de pesquisas do jardim Botanico do Rio de Janeiro agora existe provas não vai ser facil enrolar mais essa gente!!!

  3. #3 por Francisca ivanilda candida santos em 23/09/2012 - 0:10

    Quando começaram a lotear as florestas da Gávea, João Borges comprou, em 1906, antiga chácara que foi loteada por seu filho, abrindo três ruas e 100 lotes em 1926. As chácaras de Manuel Pinto, Taylor da Fonseca, José Pereira Rego, Cônego José Caetano de Ferreira Aguiar e outros, geraram a rede viária do Bairro. Ciro Canto e Mello era proprietário de grande área florestal, que foi da Família Borges, e seus herdeiros abriram o loteamento Canto e Mello acima da cota dos 100 metros. Com a abertura da Estrada da Gávea, foi criada entre 1933 e 1952, a famosa corrida automobilística do Circuito da Gávea.

  4. #4 por Carlos Henrique em 13/01/2013 - 15:56

    conservação no brasil não exite pois nesse pais nada é serio tudo aqui parar esse governantes é só grana mais grana e o planeta esta sendo destruido e ninguem para e pensa que sem arvores ninguem vive !!! e o povo só desmata cada vez mais e mais e mais !e a ocupação de casa aumenta e as florestas vão reduzindo e a vida do planeta tão vai reduzindo por conta disso e ninguem faz nada a respeito e como voce disse “ESSE BABACA DO LUCIANO” eu concordo pois como ele é um home rico e poderoso poderia fazer algo para ajudar ! mais ele só esta ajudando a piorar pois invadiu uma area que não éra dele e isso é muito chocante é uma prova viva que até que é rico faz invasões de territorio irregular para voce ter uma ideia vai la na serra da cantareira voce vai notar que nem arvores tem quase e tem um numero enorme de casa é uma sena muito abalante pois isso é a prova que ninguem quer saber em preservar e nossos politicos veem os problemas aumentarem e não fazem nada mais lembrem cada arvore retirada é um dia a menos na terra !! pois sem arvores ninguem vive !! mais porque sem arvores ninguem vive ? pois sem arvores o nivel de CO2 vai aumentar cada vez mais e isso vai destruir a camada de ozonio que é o que protege o planeta dos raios ultra violeta do sol e a camada for destruida os resultados serão (DESERTIFICAÇÃO CALOR INTENSO FALTA DE CHUVA SEDE FOME EXISTINÇÕES DE ANIMAIS FIM DA CADEIA ALIMENTAR E POR FIM EXTINÇÃO HUMANA) querem que isso aconteça ? simples continuem desmatando contruindo casas

  5. #5 por sirley mafra em 01/02/2017 - 21:22

    por que não transformam o bairro jardim botânico num condomínio fechado de segurança máxima.
    icluindo o alto jardim botânico e o horto.
    mais deixam as pessoas ali.
    já estam lá a 30 anos.
    não dá mais para tirar.
    nem a bala tiram.
    se morra se no rio queria morar no horto.
    so para tomar banho de rio nos dias quentes.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: