Comunidade do Metrô Resiste – Comunidades Protestam unidas contra a remoção e por moradias dignas (RJ)

Hoje, 26 de outubro de 2010, na Comunidade do Metrô, localizada entre a UERJ e a Vila Olímpica da mangueira, por volta das 8:30 da manha começou a concentração de pessoas de diversos movimentos populares e lutas sociais. Moradores da Vila Autódromo, Vila Harmonia, Restinga da Marambaia, Pastoral das favelas, MST, FIST, Ocupação Quilombo das Guerreiras, Ocupação Zumbi dos Palmares, Rede Contra a Violência, Agricultores de Madureira e tantos outros grupos e indivíduos com um único objetivo de oferecer solidariedade política e pessoal e fortalecer o ato de resistência e permanência da Comunidade do Metrô. Oitenta e cinco lares, todo o comércio local, centenas de famílias e incontáveis histórias de vida estão sendo ameaçada de remoção e destruição para que no local seja construído um estacionamento de carros.

 

A passeata seguiu desde a comunidade do metrô até a prefeitura, passando pela UERJ, Maracanã, Ocupação dos Tamoios, no antigo museu do índio, que também esta ameaçada de remoção. Ao chegar na Praça da Bandeira, foi notado que os manifestantes estavam sendo seguidos por um carro branco desconhecido, onde duas pessoas no seu interior faziam gestos obscenos e de desrespeito as pessoas presentes. Participantes do ato resolveram fotografar o carro e foram severamente reprimidos por duas pessoas que se diziam policiais, e exigiam a entrega do celular e documentos da pessoa que havia fotografado a placa do carro. Com esta atitude dos policiais a paisana iniciou-se uma confusão generalizada com direito a gás de pimenta solto de forma irresponsável pela polícia. Imaginamos que se não fosse a presença de vários profissionais da imprensa livre, inibindo a atitude policial, haveria um massacre com os vários moradores de comunidades ali presentes, e exercendo o seu legitimo direito de manifestação.

 

O ato voltou ao seu percurso até a prefeitura onde os manifestantes foram recebidos por portões fechados e guardas municipais em prontidão. Eles não sabiam que os manifestantes estavam ali pacificamente, um dirigente da guarda perguntou se seria formada uma comissão de diálogo para falar com o prefeito, tendo obtido como resposta das pessoas que ninguém tinha a intenção de conversar com o prefeito, que estavam ali para mostrar a insatisfação com as ações truculentas do Estado, com as remoções das comunidades de baixa renda sob alegação da construção das obras para a Copa do Mundo e das Olimpíadas. Vemos se repetir a mesma mentira do Panamericano de 2007, onde se gastou 5 bilhões de reais e a população não viu nenhum benefício.

 

 

Contra o Estado fascista e antidemocrático, todo apoio a resistência popular!!

 

 

 

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