Conflitos pela terra em MT cresce; mais de 800 despejos registrados (MT)

Fonte: 24horasnews

O relatório anual da Comissão Pastoral da Terra (CPT), denominado  “Conflitos no Campo Brasil 2011”, que será publicado na próxima semana, dia 7, vai trazer números alarmantes sobre a luta pela terra em Mato Grosso. Foram registradas 23 ocorrências de conflitos, envolvendo 3.917 famílias, em 2011. Por esses conflitos, 840 pessoas foram despejadas, 440 casas destruídas e 998 ausências e/ou falhas de políticas públicas foram identificadas. Em 2010, foram 20 conflitos e 2.260 famílias envolvidas.

O relatório, cujo lançamento será feito na Assembleia Legislativa, em Cuiabá, concentra dados sobre os conflitos, violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras rurais e suas comunidades, e pelos povos tradicionais, em todo o país, elenca também algumas ações dos homens e mulheres do campo na busca e defesa de seus direitos.

No que diz respeito à violência contra a pessoa e seus direitos, o relatório aponta 50 pessoas. Algumas delas vítimas de ameaça de morte, prisões, tentativa de assassinato ou outros tipos de violência. Para se ter uma ideia, em 2010, foram registradas 2 ameaças de morte e 26 tentativas de assassinato. Já em 2011, houve um aumento e 10 ameaças de morte foram contabilizadas. Houve ainda 1 tentativa de assassinato e 35 Mortes em consequência dos conflitos.

Quanto ao trabalho escravo o relatório mostra 13 áreas de conflito. Foram 109 denúncias e 94 trabalhadores libertos. As cidades que mais apresentaram esses problemas foram Porto dos Gaúchos, com 12 trabalhadores em situação de escravidão em uma fazenda de reflorestamento, e Primavera do Leste, também com 12 trabalhadores escravos, em uma fazenda de cultivo de eucalipto.

Consta ainda no caderno de conflitos da Comissão Pastoral da Terra que, em 2011, ocorreram 54 grandes manifestações, que envolveram 11076 pessoas. O número de ocupações de terra foi de 5, que representaram 800 famílias nessa situação.No evento, estarão  presentes o representante da CPT nacional, padre Dirceu Fumagali, representantes da CPT Estadual, do Conselho Indigenista Missionário, do Fórum de Direitos Humanos e da Terra e de diversas outras entidades, como também lideranças de trabalhadores e trabalhadoras rurais do Estado. Na ocasião, o representante da CPT entregará o relatório oficialmente ao presidente da Comissão de Direitos Humanos da AL e ao presidente do Legislativo, deputado José Riva (PSD).

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